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278 || Pequenas Diferenças

Ontem no programa “A Quadratura do Círculo” na SIC Notícias, Luís Lobo Xavier tocou na ferida quanto ao assunto da casa comprada pelo nosso primeiro-ministro a metade do preço de outras fracções idênticas. É importante dizer que há neste país centenas de processos levantados pelo Ministério das Finanças a comuns cidadãos por presunção de fraude na declaração do preço de imóveis com o objectivo de fuga aos impostos. E não estamos a falar de diferenças de centenas de milhares de euros. Curiosamente quanto a este caso parece que tudo se resume a um bom negócio, como se apenas sua Exa. “Eng.” José Sócrates tenha o dom de poder fazer bons negócios. É por estas e por outras que cada vez as pessoas acreditam menos na democracia, ou pelo menos neste tipo de democracia.

275 || Preocupante

Muito preocupante…

274 || Chapum!!


Cuidado que vem aí bomba!

273 || Segue-se a Ecco…

No seguimento do post anterior, eis nova notícia no mesmo sentido. Apenas com uma importante diferença: a aposta no centro de I&D. Ou seja, as unidades vocacionadas para a produção em série têm os dias contados, mas abre-se uma janela de oportunidade para os pólos de desenvolvimento, onde aí sim, somos competitivos. Um quadro especializado é mais barato em Portugal do que na Suécia ou no Reino Unido. Aposte-se pois na formação de qualidade.

272 || Philips deixa Ovar

untitled A Philips anunciou a sua saída de Portugal consumada com o encerramento da unidade fabril em Ovar, que será transferida para a China. Tratam-se de más notícias para o país, em particular para os níveis de desemprego que tendem a subir para valores deveras preocupantes. Infelizmente receio que esta seja uma vaga que esteja apenas no seu início. Li a notícia na edição de hoje do Diário de Aveiro, que juntava a já tradicional posição do PCP que aproveita como ninguém estas alturas para fazer a sua política. Das duas observações que eram feitas, uma mostra-se completamente ridícula, enquanto outra tem a sua razão de ser. Em primeiro lugar, o PCP não percebe porque uma unidade fabril encerra quando supostamente (ainda) não dá prejuízo. Como se uma empresa precisasse de esperar por resultados negativos para, depois sim, poder tomar uma decisão deste tipo. Naturalmente que num mundo altamente concorrencial as empresas são obrigadas a analisar as suas posições antes que seja tarde demais. Por isso mesmo a Philips opta por um país que oferece mão-de-obra muito mais barata, mais acesso a tecnologia, eventuais cargas fiscais mais reduzidas (desconheço o sistema fiscal Chinês pelo que se trata de uma especulação) podendo portanto optimizar o seu processo produtivo, oferecendo um produto a um preço final mais competitivo. Esta realidade o PCP ainda não percebeu.

Por outro lado, o PCP toca num aspecto interessante, que é a análise aos benefícios que são dados para as empresas se virem instalar no nosso país. Tem até aqui existido um mito que consiste num eventual poder que se atribui aos governos em influenciar as decisões sobre os países onde as empresas se vão fixar. Trata-se de algo que não corresponde à realidade. As empresas fixam-se em função das suas estratégias e do contributo que o país pode dar à empresa, e só em opções muito similares os governos poderão ter algum poder em captar os investimentos. Por exemplo, analisando o caso da Philips, e sendo o seu objectivo a redução dos seus custos de produção, por muito que qualquer governo queira é impossível oferecer melhores condições do que aquelas que são oferecidas pelo mercado chinês. Podemos sim trabalhar nos aspectos estruturais da nossa economia como sejam a qualificação da mão-de-obra, a eficiência do sistema de justiça ou a redução de megalómano peso do Estado na nossa economia. Aí sim teremos reais condições para captar o investimento que realmente nos interessa. Até lá, tratam-se de números de ilusionismo.

220 || Quatro Anos Depois

A realidade vem dar razão aos que criticaram a megalomania na apresentação de 10 Estádios para o Euro 2004. O do Algarve não é utilizado, o de Aveiro está na segunda liga, o de Leiria tem uma assistência média de 500 pessoas e pelos vistos o de Coimbra não serve.

Curioso que em todos estes exemplos estamos a falar de estádios municipais, feitos e pagos com dinheiros públicos que, agora se vê, foram mal utilizados. Uma vez mais a culpa vai morrer solteira.

158 || O Farol

Portugal é um país engraçado. Traçamos prioridades, encomendamos estudos e definimos planos estratégicos como poucos países. Como por exemplo o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT). Até 2015 temos objectivos bem definidos a serem atingidos. Pergunto-me, até porque não sabemos quem nos governará até lá, o que irá acontecer caso os objectivos não sejam atingidos. Possivelmente nada, como de costume.


Ninguém duvida que o Turismo é uma importante fonte de receitas, e acredito que deva ser encarado como um sector estratégico. Aveiro por exemplo, pode ter um papel importante pela diversidade que oferece a quem visita a região. Não deixa de ser curioso como numa altura em que recebemos tantos turistas, um dos principais ex-libris da região - o Farol da Barra - não esteja permanentemente aberto ao público. Tive nestas férias a oportunidade de visitar a fortaleza de Sagres. Paguei 1,5€, tirei umas fotos e vim-me embora. Simples. Curiosamente vivo em Aveiro há 27 anos e nunca tive a oportunidade de visitar o nosso Farol.


Por muitos planos estratégicos que façamos, parece-me elementar que de uma forma permanente falhamos nas coisas mais simples. Como o caso dos museus fechados aos Domingos e Feriados

147 || A tal "pessoa de bem"

Existe um preceito contabilístico que obriga que qualquer dívida de uma entidade pública não possa ser contabilizada como de "cobrança duvidosa". O Estado é encarado como uma "pessoa de bem", cuja cobrança não pode ser questionada. Obviamente que o legislador não é fornecedor da maioria das autarquias nacionais...

Passando à frente, a UE veio hoje intimar o Estado a abolir a incidência do IVA sobre o Imposto Automóvel. É caso para dizer, obrigado Bruxelas! Este é um exemplo emblemático de como o Estado está muito longe de ser a tal "pessoa de bem". Sobre um bem, neste caso o automóvel, o Estado cobra um imposto específico (o IA), cobrando ainda outro imposto sobre a soma das parecelas anteriores, ou seja, tributando por duas vezes o mesmo bem. Se isto não tem sido um roubo, não sei como se chamará.